. Veja um panorama atual do 5G pelo mundo - Tudo Sobre Tecnologia

5G é a mais nova tecnologia de rede sem fio que telefones, smartwatches, carros e outros dispositivos móveis usarão nos próximos anos. Algumas estimativas preveem que, até 2024, haverá cerca de 1,9 bilhão de usuários e que a cobertura poderá chegar a 65% da população mundial.

Impactos do 5G

Assim como todas as gerações anteriores de rede conexão, o 5G visa tornar a comunicação móvel mais rápida e confiável, à medida que mais dispositivos ficam online. Com conexões melhores, empresas e governos poderão oferecer produtos e serviços mais eficientes.
O editor da newsletter Interfaces, Henrique Martin, diz que o crescimento das aplicações do 5G é real, mas que deve ser sentido de maneira mais forte em setores como a indústria e a agricultura, com a disseminação da IoT.
“O consumidor vai comprar o discurso das operadoras de que é uma internet mais rápida, o que é verdade, mas não é o essencial do 5G.”

Pelo mundo

Uma rede 5G é capaz de conectar pelo menos um milhão de dispositivos à Internet ao mesmo tempo, por km². Mas, afinal, quando teremos acesso a todos os benefícios proporcionados pelas redes de quinta geração?
No momento, apenas alguns locais do mundo – grandes cidades, em sua maioria – contam com cobertura 5G. Um dos fatores limitantes para a expansão da tecnologia são os smartphones, já que nem todo aparelho que existe atualmente funciona com esse tipo de conexão.

AMÉRICA DO NORTE

As redes 5G já engatinham nos EUA há algum tempo, mas só devem decolar este ano. A expectativa é que, até 2023, cerca de 32% das conexões móveis norte-americanas serão 5G. No Canadá, a Rogers Communications investiu US$ 4,7 bilhões em 5G em 2019, e fez testes no campus da Universidade de British Columbia. A tecnologia também deve estar disponível comercialmente este ano no país.

AMÉRICA DO SUL

Os maiores países da América do Sul começaram a ver o 5G surgir no fim do ano passado. No Brasil e na Colômbia, as conexões 5G devem começar a ser disponibilizadas ainda este ano. Grandes empresas de telecomunicações também já estão fazendo testes no Chile e na Argentina.

OCEANIA

Austrália e Nova Zelândia, os principais países da Oceania, começaram a testar redes em 2019, e devem ampliar a cobertura este ano.

ÁSIA

O 5G já está presente em várias regiões do continente, e a previsão é que a cobertura se amplie consideravelmente este ano. O governo da Coreia do Sul, por exemplo, afirma que 5% dos usuários de dispositivos móveis do país estarão conectados a uma rede 5G este ano, e que esse percentual deve subir para 90% até 2026.
No Japão, empresas como a NTT DOCOMOSoftbank e Rakuten também planejam começar a fornecer serviços 5G este ano. A Índia, por sua vez, não pretende ficar para trás nessa corrida, e já anunciou que deve adotar a tecnologia em 2020.
Desde outubro de 2019, três operadoras de celular já operam em 5G na China, mas a cobertura ainda é restrita. O país, no entanto, já se prepara para o desenvolvimento da tecnologia 6G, que poderá atingir uma velocidade de 1TB por segundo – oito mil vezes mais rápida que as redes 5G. A expectativa é que o 6G comece a ser comercializado no país em 2030.

EUROPA

As redes 5G já estão ativas em alguns países europeus, e outros devem recebê-las ao longo de 2020. De acordo com o Ministério de Transportes e Infraestrutura Digital da Alemanha, o lançamento comercial da tecnologia no país deve começar este ano, e pode ser estendido até 2025.
Espanha, Itália e Suíça já possuem cobertura em dezenas de cidades desde o ano passado, e planejam expandir a cobertura em 2020. A Finlândia segue a mesma tendência, e foi pioneira ao anunciar, em dezembro de 2018, que o Aeroporto de Helsinque havia se tornado o primeiro aeroporto 5G do mundo.
A Rússia também começou os testes em 2018. De acordo com a GSMA, as redes 5G cobrirão mais de 80% da população do país até 2025.
No Reino Unido, diversas operadoras de telefonia já lançaram suas redes de quinta geração. O país, por sinal, tem sido protagonista de uma grande discussão política envolvendo o 5G. É que o governo britânico contrariou os EUA ao decidir que parte da rede do país será composta de equipamentos da chinesa Huawei.

Disputa global

Os EUA dizem que a Huawei instala recursos de espionagem em seus sistemas, e como retaliação ao Reino Unido, cogitaram bloquear o acesso do país a documentos de inteligência americanos.
“Por conta desse pioneirismo em desenvolvimento do 5G na China, existe uma disputa global – que envolve muita politicagem – entre fabricantes ocidentais, governos de diversos países e a Huawei, que acabou sendo banida de fazer negócios com os Estados Unidos”, resume Martin.
Para amenizar as tensões, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, impôs um limite de 35%  à participação da Huawei na construção da rede do Reino Unido, e baniu a empresa de fazer parte de redes de telecomunicações sensíveis, como as de instalações nucleares e militares.
Agora, a Huawei estuda estabelecer uma base de produção 5G na Europa, com o objetivo de melhorar a confiança da região na segurança de seus equipamentos.

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