Porém, a performance não é o único destaque desse processador. Graças a sua habilidade de desligar cada um dos núcleos individualmente, o chip é capaz de lidar com 115 bilhões de instruções por segundo consumindo apenas 0,7 W de potência. Para entender a eficiência energética, os pesquisadores afirmam que bastaria duas pilhas AA para abastecer o conjunto.


Bevan Baas, professor de elétrica e engenharia da computação se orgulha da criação da UC Davis: "Para o melhor do nosso conhecimento, esse é o primeiro chip de 1000 núcleos do mundo e é o processador com o clock mais alto já projetado em uma universidade". Essa CPU Kilo-core possui um poder computacional máximo de 1,78 trilhões de instruções por segundo e contém 621 milhões de transistores.
Esse é o primeiro processador com 1.000 núcleos já criado

Longe da realidade

Embora surpreendente, é improvável que esse processador Kilo-core comece a ser produzido em massa nos próximos meses. Criado em parceria com a IBM, o chip foi fabricado com base em um processo relativamente antigo para a indústria, utilizando os 32 nanômetros de litografia.


Hoje, os processadores mais modernos já utilizam o processo de fabricação de 14 nanômetros, o que mostra que essa CPU de mil núcleos ainda tem um longo caminho para alcançar os chips mais modernos. Entretanto, agora sabemos que os nossos dispositivos ainda estão muito longe de alcançar o limite de núcleos que é possível adicionar a um chip.